Novo acesso ao Taboão em Mogi deve começar em 2026 e promete reforçar logística industrial
O projeto de um novo acesso entre o Distrito Industrial do Taboão e a rodovia Ayrton Senna (SP-070), em Mogi das Cruzes, avançou etapas consideradas decisivas e está mais próximo de sair do papel, após cerca de 15 anos de reivindicações da região. A Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) informa que a previsão é de que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026, com base em cronograma apresentado em reunião realizada na sede da concessionária responsável pelo corredor viário.
No encontro, em São Paulo, participaram representantes da Agestab, executivos do Grupo EcoRodovias e o deputado estadual Marcos Damasio, que acompanharam a apresentação do projeto executivo elaborado pela Ecovias Leste Paulista. Segundo a concessionária, o estudo já reúne certificações técnicas, orçamentos e pareceres emitidos por empresas credenciadas pelo Inmetro, restando agora o aval final da Artesp e da Secretaria de Parcerias em Investimentos para que o início das intervenções seja autorizado.
O investimento estimado é de aproximadamente R$ 180 milhões e prevê a implantação de uma pista marginal da Ayrton Senna, no sentido São Paulo, com cerca de 7,2 quilômetros de extensão, duas faixas de rolamento e calçadas. O projeto inclui ainda duas rotatórias e dois viadutos sobre linhas férreas, com o novo acesso localizado na altura do km 46 da rodovia, nas proximidades da fábrica da GM, além de três conexões diretas com o Distrito Industrial por meio de acessos nas estradas municipais Recanto da Floresta, Takeo Matsumoto e Mauro Auricchio.
De acordo com a Agestab, a necessidade de desapropriações deve ser limitada, já que boa parte da intervenção será realizada dentro da faixa de domínio da rodovia. Hoje, grande volume do escoamento de cargas do Taboão depende da Estrada do Taboão, via que opera no limite de sua capacidade e concentra intenso fluxo de caminhões. A nova ligação com a Ayrton Senna é tratada como obra estratégica para a logística regional, com expectativa de aliviar o trânsito na via atual, reduzir custos operacionais, tornar o deslocamento de veículos pesados mais eficiente e ampliar a competitividade das empresas instaladas em Mogi e na Grande São Paulo.